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Hoje
ocorreu a reunião final de negociação suplementar
do ECD com o Ministério da Educação.
Ficou
confirmada a divergência do SEPLEU em relação ao
Ministério da Educação por terminar sem consenso a
negociação de um diploma que se revela gravoso e
penalizador para os docentes e que em nada defende o
mérito dos docentes e muito menos uma escola pública de
qualidade.
Embora
esta negociação suplementar tenha permitido, graças à
união dos 14 sindicatos da Plataforma Sindical e à luta
persistente dos docentes portugueses, que o ME acolhesse
um conjunto de propostas sindicais (ver alterações da
1ª à 8ª versão), estas no entanto, não esbatem os
aspectos negativos globais que enformam este ECD.
Aguardamos, no entanto, uma última versão que poderá
contemplar mais algumas pequenas alterações ao seu
projecto.
Para
além dos aspectos fundamentais que o SEPLEU sempre
defendeu e que o ME se recusou a alterar, apresentámos
ainda outras propostas que visavam salvaguardar diversos
direitos que, contudo, não foram aceites. De entre as
propostas apresentadas pelo SEPLEU, destacamos:
-
A
aplicação aos docentes dos 8º e 9º escalões das
mesmas regras de acesso aos escalões que integram a
categoria de titular (sem dotação de vagas);
-
A
contagem de todo o tempo de serviço avaliado
positivamente, incluindo o "Regular";
-
A
supressão de itens de avaliação como as taxas de
sucesso escolar, o abandono escolar ou a apreciação
dos pais;
-
Um
regime de reduções lectivas mais adequadas ao
desgaste físico e psíquico que resulta do exercício
continuado da docência;
-
A
consideração, para efeitos de reposicionamento e
posterior transição, de todos os novos graus
académicos obtidos pelos professores, designadamente
Mestrados e Doutoramentos;
-
O
não agravamento do horário lectivo dos docentes do
Ensino Secundário e da Educação Especial.
Estes
são apenas alguns dos diversos aspectos que a SEPLEU
tentou negociar e que, não se enquadrando nas designadas
"questões essenciais", poderiam, todavia, atenuar um
pouco uma proposta de ECD que é muito mais punitiva do
que motivadora da classe docente.
O
SEPLEU discorda profundamente das alterações propostas
pelo Ministério da Educação ao Estatuto da Carreira
Docente. O M.E. não teve em conta, no essencial, as
propostas apresentadas pelas organizações sindicais,
tendo pautado a sua atitude por uma postura de
inflexibilidade negocial. A proposta apresentada pelo
Ministério da Educação levará, inevitavelmente, a
brutais perdas salariais por parte dos docentes, a
perdas de tempo de serviço, a um aumento significativo
do desemprego e a um elevado número de docentes que
ficarão sujeitos a regras de mobilidade especial.
Por
estas estas razões a Plataforma Sindical não prescinde
de continuar a lutar contra este Estatuto, através do
pedido de intervenção a órgãos de soberania, com base em
pareceres de reputados constitucionalistas.
Este
ECD carece de graves enfermidades, no entanto o SEPLEU
espera que a regulamentação deste diploma passe
por um processo de negociação séria que permita que
aspectos negativos do ECD que o ME quer impor, possam
ser minimizados.
O
SEPLEU, conjuntamente com as outras organizações da
Plataforma Sindical, levará a cabo no dia 22 de
Novembro, 4ª feira, uma jornada de distribuição de
comunicados à população. No dia 23, a Plataforma reúne
às 15.00 horas para começar a preparar a fase seguinte
da negociação - a regulamentação do ECD - bem como a
continuação da luta dos Educadores e Professores.
Lisboa,
20 de Novembro 2006 |