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Ao som
de bombos e acordeão, cerca de meia centena de
professores e dirigentes das 14 organizações sindicais
que formam a plataforma reivindicativa iniciaram a
vigília de protesto, que irá prolongar-se por 49 horas,
até às 12h00 de sexta-feira.
"Declaro formalmente aberta esta vigília que tem como
objectivo fundamental transmitir um sinal forte de que
os 14 sindicatos se mantêm unidos e que os professores
estão dispostos a lutar até ao fim. Os professores não
baixarão os braços e não sairão derrotados", assegurou
Paulo Sucena, secretário-geral da Federação Nacional dos
Professores (Fenprof) e porta-voz da plataforma.
No
início de mais uma jornada de protesto, os sindicatos de
professores voltaram a acusar o ME de "intransigência,
arrogância e autismo", críticas que marcaram todo o
processo negocial em torno da revisão do estatuto da
carreira.
A
polémica negociação relativa à revisão do ECD, que teve
início em Maio, terminou no final de Outubro sem ter
sido alcançado qualquer acordo entre a tutela e os
sindicatos, que decidiram, por isso, accionar o
mecanismo de negociação suplementar, um processo que
arranca quinta-feira e que poderá prolongar-se por 15
dias.
A
divisão da carreira em duas categorias (professor e
professor titular ) e a introdução de quotas para aceder
à segunda e mais elevada são os aspectos mais
contestados pelos docentes, assim como a avaliação de
desempenho dependente de critérios como os resultados
escolares e as taxas de abandono dos alunos.
Além da
vigília, as estruturas sindicais vão ainda promover na
sexta-feira um Plenário Nacional de Professores e
Educadores no alto do Parque Eduardo V II, no qual são
esperadas cerca de três mil pessoas para avaliar o
processo de negociação suplementar.
Um
cordão humano de professores e educadores até ao
Ministério, onde será entregue um abaixo-assinado com
cerca de 60 mil assinaturas, encerra mais uma jornada de
contestação.
O novo
ECD, que a tutela quer aplicar a partir de 1 de Janeiro,
já motivou duas greves nacionais e duas manifestações, a
última das quais a 5 de Outubro, Dia Mundial do
Professor, que reuniu em Lisboa mais de 20 mil docentes.
Lusa
15.11.06 |