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"Esta
vigília não pretende ser um protesto de massas, mas sim
um sinal ao Governo de que os professores não vão
abdicar de lutar nem tão pouco desistir", afirmou em
declarações à Lusa Mário Nogueira, porta-voz da
plataforma que reúne 14 sindicatos do sector.
O
protesto, que se prolonga até às 12:00 de sexta-feira,
deverá contar com a presença permanente de cerca de 50
docentes, que receberão a visita de deputados de todos
os partidos políticos, incluindo o PS.
Durante
as 49 horas de vigília, os professores vão ainda contar
com a presença solidária de personalidades como o
presidente da Associação Portuguesa de Escritores, José
Manuel Mendes, o ex-reitor da Universidade de Évora José
Paulo Serralheiro e o director da revista "Pontos nos Is"
e cronista do jornal "Público", Santana Castilho.
Animação cultural e musical por parte de grupos como os
"Toca a Rufar" ou os "Bombos da Póvoa do Varzim" vai
também marcar o protesto frente ao Ministério da
Educação (ME), na Avenida 05 de Outubro, em Lisboa.
Além da
vigília, as estruturas sindicais vão ainda promover
sexta-feira um Plenário Nacional de Professores e
Educadores no alto do Parque Eduardo VII, no qual são
esperadas cerca de 3.000 pessoas para avaliar o processo
de negociação suplementar, que arranca quinta-feira.
Um
cordão humano de professores e educadores até ao
Ministério, onde será entregue um abaixo-assinado com
cerca de 60 mil assinaturas, encerra mais uma jornada de
contestação.
A
polémica negociação relativa à revisão do ECD, que teve
início em Maio, terminou no final de Outubro sem ter
sido alcançado qualquer acordo entre a tutela e os
sindicatos, num processo em que os professores acusaram
o ME de "intransigência e inflexibilidade".
Findo o
período regular, as organizações sindicais accionaram a
negociação suplementar, que, segundo a legislação, deve
ser presidida pela ministra, Maria de Lurdes Rodrigues,
podendo prolongar-se por 15 dias.
A
divisão da carreira em duas categorias (professor e
professor titular) e a introdução de quotas para aceder
à segunda e mais elevada são os aspectos mais
contestados pelos docentes, assim como a avaliação de
desempenho dependente de critérios como os resultados
escolares e as taxas de abandono dos alunos.
O novo
ECD, que a tutela quer aplicar a partir de 01 de
Janeiro, já motivou duas greves nacionais e duas
manifestações, a última das quais a 05 de Outubro, Dia
Mundial do Professor, que reuniu em Lisboa mais de 20
mil docentes.
Fonte
LUSA. 14-11-2006 |