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Depois
da maior manifestação de professores até hoje realizada
em Portugal (Marcha de 5 de Outubro) e depois da maior
greve de sempre da classe (17 e 18 de Outubro), os
educadores e professores portugueses, revelando nova e
inequívoca mensagem de rejeição da política do ME, deram
vida ao maior Abaixo-Assinado que o País já conheceu em
contexto de acção sindical, recolhendo mais de 65 000
assinaturas num documento que exige verdadeira
negociação e repudia qualquer tipo de chantagem sobre os
docentes e as suas organizações.
Mais
de 65 000 professores expressaram o seu desacordo com
uma proposta de Estatuto que representa a liquidação da
profissão docente e a degradação das condições de
trabalho e da dignidade dos professores.
O cordão humano, que se seguiu ao plenário,
terminou com a entrega
de sete caixas com o Abaixo-Assinado, em audiência
concedida pelo Senhor Secretário de Estado Adjunto e da
Educação, com a esperança que o ministério possa ainda
rever as suas posições nas reuniões a efectuar dia 20 de
Novembro (2ª feira).
"Enquanto há negociação há vida!"
O dia apontado
pelo ME para encerramento da negociação suplementar é já
na próxima segunda-feira (20 de Novembro),
mas a negociação não tem de acabar já pois
"enquanto há negociação há vida" e o ME poderá
ainda, caso o entenda, agendar mais reuniões.
Entretanto as organizações
sindicais continuam firmes na sua postura responsável e
empenhada de abertura de diálogo e à negociação com o
ME.
O Ministério está a trabalhar
nas alterações à sua última proposta (prometidas no
arranque da negociação suplementar). Na segunda-feira avaliaremos a situação, para depois
"tomarmos na Plataforma Sindical Docente as decisões que
se considerarem apropriadas, nomeadamente nos planos
institucional, jurídico-institucional e de acção e
luta".
O ME
reforçou o convite para a participação em grupos de trabalho destinados à
regulamentação de aspectos do ECD, numa perspectiva de
encontrar decisões técnicas para matérias essenciais que
merecem a nossa firme oposição. Só entendemos uma regulamentação correcta
em sede negocial.
Algumas
alterações positivas na atitude do ME nas últimas horas
são já resultantes da luta e da pressão dos educadores e
professores e das suas organizações.
A luta vai
continuar e vamos continuar a dar rosto e voz às justas
exigências dos docentes. Não podemos aceitar o
inaceitável.
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