Entrega de Abaixo-assinado ao SEAE                      (17.11.06)

UMA DELEGAÇÃO DE SINDICATOS DA PLATAFORMA ENTREGAM 65.000 ASSINATURAS E AINDA TÊM ESPERANÇA NUMA ATITUDE POSITIVA POR PARTE DO ME

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Depois da maior manifestação de professores até hoje realizada em Portugal (Marcha de 5 de Outubro) e depois da maior greve de sempre da classe (17 e 18 de Outubro), os educadores e professores portugueses, revelando nova e inequívoca mensagem de rejeição da política do ME, deram vida ao maior Abaixo-Assinado que o País já conheceu em contexto de acção sindical, recolhendo mais de 65 000 assinaturas num documento que exige verdadeira negociação e repudia qualquer tipo de chantagem sobre os docentes e as suas organizações.

Mais de 65 000 professores expressaram o seu desacordo com uma proposta de Estatuto que representa a liquidação da profissão docente e a degradação das condições de trabalho e da dignidade dos professores.

O cordão humano, que se seguiu ao plenário,  terminou com a entrega de sete caixas com o Abaixo-Assinado, em audiência concedida pelo Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, com a esperança que o ministério possa ainda rever as suas posições nas reuniões a efectuar dia 20 de Novembro (2ª feira).

"Enquanto há negociação há vida!"

O dia apontado pelo ME para encerramento da negociação suplementar é já na próxima segunda-feira (20 de Novembro), mas a negociação não tem de acabar já pois "enquanto há negociação há vida" e o ME poderá ainda, caso o entenda, agendar mais reuniões.

Entretanto as organizações sindicais continuam firmes na sua postura responsável e empenhada de abertura de diálogo e à negociação com o ME.

O Ministério está a trabalhar nas alterações à sua última proposta (prometidas no arranque da negociação suplementar). Na segunda-feira avaliaremos a situação, para depois "tomarmos na Plataforma Sindical Docente as decisões que se considerarem apropriadas, nomeadamente nos planos institucional, jurídico-institucional e de acção e luta".

O ME reforçou o convite para a participação em grupos de trabalho destinados à regulamentação de aspectos do ECD, numa perspectiva de encontrar decisões técnicas para matérias essenciais que merecem a nossa firme oposição. Só entendemos uma regulamentação correcta em sede negocial.

Algumas alterações positivas na atitude do ME nas últimas horas são já resultantes da luta e da pressão dos educadores e professores e das suas organizações.

A luta vai continuar e vamos continuar a dar rosto e voz às justas exigências dos docentes. Não podemos aceitar o inaceitável.

 

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