"TODOS SOMOS AVALIADOS"
07.10.2006 - Jornal de Notícias

 

O primeiro-ministro garantiu, ontem, no Porto, que todas as reformas em curso no país "são para levar até ao fim", independentemente das polémicas que possam gerar. O aviso foi lançado por José Sócrates durante um jantar de apresentação da sua moção e recandidatura à liderança do PS, em que deixou bem claro que o Governo não vai ceder a nenhum tipo de corporativismo.

Apesar do seu discurso ter sido mais focado para traçar as prioridades do Governo do que do partido que suporta esse Governo, José Sócrates mandou também alguns recados a todos os funcionários públicos e aos professores, em particular, que ainda anteontem saíram às ruas para protestar contra as políticas promovidas pelo Executivo.

"Precisamos de professores, e de bons professores", exclamou, para defender o modelo de avaliações e as novas regras de progressão na carreira "O país não pode prometer a nenhum militar que vai chegar ao topo da carreira nem pode garantir a um magistrado que vai chegar ao Conselho Superior de Magistratura".

"Isso é impensável para todas as carreiras e também para os professores. A proposta que apresento é razoável e sensata. Todas as mudanças que propomos são para defender a escola pública e a educação para todos", afirmou,
tentando calar, assim, os protestos dos docentes.

O primeiro-ministro e líder socialista garantiu, nesse sentido, que está profundamente convencido da necessidade de se introduzir sistemas de avaliação do desempenho na Administração Pública. " O que não podia continuar é a situação que existia em que, na prática, não havia avaliações.

Todos nós somos avaliados!", sustentou.

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