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M.E. rejeita
proposta da Plataforma Sindical e impõe o seu modelo de
negociação suplementar
A
Senhora Ministra da Educação não estará presente na
reunião de negociação suplementar a realizar no próximo
dia 19 de Março (segunda-feira) bem como nas seguintes,
se as houver, porque, tripudiando sobre a Lei nº 23/98,
fez publicar um despacho em que delega, em definitivo,
essa obrigação legal no Secretário de Estado Adjunto e
da Educação, confirmando o seu profundo desrespeito
pelas organizações sindicais de docentes com quem parece
pretender manter em aberto, e em permanência, uma
verdadeira guerra institucional.
Para
esta ronda negocial, as organizações sindicais foram de
novo convocadas para quatro mesas que, desta vez,
mereceram alterações na constituição, relativamente à
sua organização no âmbito do processo negocial que
terminou no passado dia 6.
Esta
posição do Ministério, conhecida no próprio dia de
entrega do pedido de negociação suplementar, traduz a
recusa da solicitação apresentada pela Plataforma:
-
Que esta negociação suplementar tivesse um carácter
eminentemente político e, por essa razão, contasse com a
presença da Senhora Ministra;
- Que,
também por este motivo, a negociação suplementar
decorresse em mesa negocial única, sendo as organizações
sindicais representadas pelos respectivos
Secretários-Gerais ou Presidentes.
Perante
esta situação, as organizações sindicais
apresentar-se-ão nas reuniões previstas para a próxima
2ª feira, mas, nestas, recusarão o encerramento do
processo, exigindo a realização de uma segunda ronda
negocial, mas em mesa única e com a presença da Senhora
Ministra da Educação.
A
Plataforma Sindical |