Vigília, Plenário e Cordão Humano                        (17.11.06)

FIRMEZA E DETERMINAÇÃO DOS PROFESSORES NUM HISTÓRICO DIA DE LUTA NAS RUAS DE LISBOA

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Após 49 horas seguidas de Vigília à porta do ME, acção que decorreu entre as 11h00 do dia 15 e as 12h00 do dia 17 de Novembro, teve lugar no Parque Eduardo VII, junto ao pavilhão Carlos Lopes, um grande plenário de educadores e professores, que registou intervenções de membros das organizações da Plataforma Sindical Docente.

Marcado por um ambiente de firmeza e determinação e também de confiança, o plenário reafirmou o apelo à unidade e à convergência dos educadores e professores neste momento especial da luta em defesa da sua identidade profissional, por um Estatuto digno e valorizador.

Como sublinharam os dirigentes das organizações sindicais,  a justa luta dos docentes tem suscitado uma crescente onda de solidariedade de vastos sectores da opinião pública portuguesa, ao mesmo tempo que a política do ME e a actuação dos seus dirigentes (ministra e secretários de Estado) estão cada vez mais isoladas, merecendo mesmo fortes críticas oriundas de diferentes sectores da sociedade e de personalidades de referência no panorama da comunicação, da cultura, da ciência, das artes e da vida política do País.

Os 2500 professores e dirigentes sindicais presentes no encontro sindical do Parque Eduardo VII formaram depois um longo cordão humano de 1750 metros, que enfrentou a chuva e a distância até ao ME, percorrendo a Av. Fontes Pereira de Melo, seguindo até ao Saldanha, avançando pela Av. da República, em direcção à Av. 5 de Outubro. Só quase uma hora depois da chegada da cabeça do cordão é que o desfile terminava, envolvendo o edifício do Ministério e ocupando a placa central da avenida frente ao ME.

 "Categoria só há uma, professor e mais nenhuma" - foi uma das várias palavras de ordem ouvidas durante o cortejo e depois na concentração na 5 de Outubro, onde uma delegação sindical entregou as mais de 65 000 assinaturas, em audiência concedida pelo Secretário de Estado Adjunto e da Educação.

Depois da maior manifestação de professores até hoje realizada em Portugal (Marcha de 5 de Outubro) e depois da maior greve de sempre da classe (17 e 18 de Outubro), os educadores e professores portugueses, revelando nova e inequívoca mensagem de rejeição da política do ME, deram vida ao maior Abaixo-Assinado que o País já conheceu em contexto de acção sindical, recolhendo mais de 65 000 assinaturas num documento que exige verdadeira negociação e repudia qualquer tipo de chantagem sobre os docentes e as suas organizações.

"Mais de 65 000 professores expressaram o seu desacordo com uma proposta de Estatuto que representa a liquidação da profissão docente e a degradação das condições de trabalho e da dignidade dos professores. Esperamos que contribua para que o ministério altere as suas posições", afirmou Mário Nogueira, momentos antes de entrar no ME com a delegação sindical que entregou as sete caixas com o Abaixo-Assinado.

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